sexta-feira, outubro 29, 2004
Por falar em treinadores...
terça-feira, outubro 19, 2004
Foi só uma ideia que me passou pela cabeça :|
Guarda-redes
Helton (U. Leiria)
Palatsi (Vit. Guimarães)
Mora (Rio Ave)
Defesas
Ferreira (Marítimo)
Laranjeiro (U. Leiria)
Jorge Ribeiro (Gil Vicente)
Carlos Fernandes (Boavista)
Tonel (Marítimo)
M. Van Der Gaag (Marítimo)
João Paulo (U. Leiria)
Idalécio (Rio Ave)
Médios
Luís Loureiro (Sp. Braga)
Castro (Moreirense)
André Barreto (Boavista)
Edson (U. Leiria)
Ricardo Fernandes (Académica)
Nuno Assis (Vit. Guimarães)
Avançados
Marco Ferreira (Vit. Guimarães)
Zé Manel (Boavista)
Wender (Braga)
Manduca (Marítimo)
Adriano (Nacional)
Júlio César (Gil Vicente)
Antchouet (Belenenses)
Já agora o onze:
Helton
Laranjeiro
Jorge Ribeiro
Van Der Gaag
João Paulo
Castro
Edson
Nuno Assis
Marco Ferreira
Wender
Adriano
Após este “plantel” cheguei à conclusão que existe em Portugal valor, suficiente, para fazer outro “grande”, apesar de a maior parte destes jogadores já estarem em grandes clubes e com “alguma” idade, alguns deles. Contudo e apesar de, na minha opinião, ter aqui um bom plantel deixei jogadores como: Marco Aurélio, Hélder Rosário, Ribeiro, Miguelito, Ávalos, Paulo Turra, Vasco Faísca, Pelé, Chaínho, Frechaut, Luís Coentrão, Vandinho, João Pinto, Hugo Cunha, Rui Baião, Silas, Caíco, Renato Queirós, Paulo Sérgio, Djurdjevic, Serginho Baiano, Fary, João Tomas, entre outros…
Posso escolher um Treinador para treinar esta equipa? Posso?! Posso?!
Seria João Carlos Pereira da Académica de Coimbra
(Sei que esta equipa, não é da tua total opinião, mas esta equipa é minha!)
sábado, outubro 16, 2004
Arsenal futebolístico
Os “Gunners” marcaram e continuam a marcar uma época de mudança no futebol mundial, um futebol que criou escola no resto da Europa, com um meio-campo extremamente forte, com uma grande capacidade de recuperação de bola e de dinâmico com ela. Um futebol que passa pela certeza de passe e pelos passes certos, devido ao conhecimento que todos os jogadores têm entre si, de si e dos outros, fazendo a bola circular, praticamente, sem nunca se tornar monótono o seu jogo, por todos os jogadores da equipa.
Uma equipa, geralmente, constituída pelo guarda-redes Lehmann, pelos defesas Lauren, Ashley Cole, Sol Campbell e Kolo Toure, pelos médios Patrick Vieira, Gilberto Silva, Robert Pires, Fredrik Ljungberg, pelos avançados Dennis Bergkamp, Thierry Henry; bem sei que este onze é muito relativo, depende da opinião pessoal de cada um, devido à grande qualidade e polivalência do plantel, visto que faltam nomes como Francesc Fabregas, José Reyes, Robin van Persie, Edu, Jermaine Pennant, Pascal Cygan, entre outros.
Falta só uma conquista ao nível continental para firmar o valor desta equipa. É estranho uma equipa com tanta qualidade individual, colectiva e exibicional “falhar” à tantos anos a conquista da Liga dos Campeões, visto que no campeonato (no plano interno) é outra história, onde já o lideranda com 25 pontos, cinco à frente de Chelsea seu mais directo adversário, tendo actualmente o melhor ataque (com 29 golos), a quarta melhor defesa (com 8 golos) e ocupa os três maiores lugares da lista de melhores marcadores (Henry, Reyes e Pires).
http://www.4thegame.com/club/afc/squad/
Em 1886 nascia em Londres...
São poucos os clubes que podem afirmar que contribuíram para o futebol como o Arsenal. Á entrada do seu velhinho estádio (Highbury) existe uma frase que reflecte toda a sua importância: “Welcome to Highbury - the Home of Football”. Apesar de não ter um historial como os seus rivais (Liverpool e Manchester Utd.), foi responsável por uma das maiores mudanças tácticas da história, nos anos 30, com uma fantástica equipa constituída por Cliff Bastin e Alex James, o treinador Herbert Chapman criou o famoso “WM” (3-2-2-3), libertando o futebol do primitivo 2-3-5, que permitiu conquistar 5 dos seus 13 títulos do campeonato nacional (31,33,34,35 e 38) e 2 das suas 9 taças de Inglaterra (30 e 36). Por azar seu, as competições europeias só se realizariam nos finais dos anos 50 (1956), quando os “Gunners” já viviam longe dos títulos, mesmo assim a equipa de 30 era respeitada e lembrada, na Europa continental, como uma forma de jogar bom futebol. Só em 1970, quando o futebol inglês “mandava” na Europa, conseguiu o seu primeiro título europeu, a Taça das Cidades com Feira (que mais tarde tornar-se-ia Taça UEFA) frente ao Anderlecht (na Bélgica perdeu por 3-1 e na Inglaterra ganhou por 3-0), conseguindo ai entrar na elite do futebol europeu, fugindo da sombra de Manchester e Liverpool, sobre o comando de Bertie Mee. Só nas décadas de 80 e 90 que o Arsenal voltaria a ser uma referência no futebol inglês e europeu, sobre o comando de George Graham e mais tarde de Arsene Wenger, em 1980 perdem na final da Taça das Taças frente ao Valência pela marcação de grandes penalidades e em 89 tem uma das mais fantásticas conquistas da sua história vencendo o Liverpool na última jornada e o campeonato inglês, competição que já não vencia há quase 20 anos, marcando no ultimo minuto Michael Thomas o 2-0 quando os adeptos do Liverpool já gritavam “Campeões!”. Em 1994 seria o ano do ultimo troféu de George Graham ao serviço do Arsenal, Taça das Taças, frente ao Parma ganhando por 1-0, sairia em 1995, rodeado de grande polémica (devido a uma acusação, provada, de fraude na transferências de jogadores), apesar de ainda ser inesquecível, pela “porta pequena”. Voltaria a chegar à final da Taça das Taças (1995), o Arsenal, sobre o comando de Stewart Houston, mas perderiam frente ao Real Saragoça, orientado por Víctor Fernandez. Três Campeonatos (1998, 2002, 2004); três Taça Inglaterra (1998, 2002, 2003); cinco Supertaças (1998, 1999, 2002, 2003, 2004) - o conjunto de troféus que venceria com Wenger.
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Historial:
Taça UEFA – 1970; finalista vencido em 2000
Taça das Taças – 1994; finalista vencido em 1980, 1995
Supertaça Europeia – 1994
Primeira Liga Inglesa – 1931, 1933, 1934, 1935, 1938, 1948, 1953, 1971, 1989, 1991, 1998, 2002, 2004
Taça de Inglaterra – 1930, 1936, 1950, 1971, 1979, 1993, 1998, 2002, 2003; finalista vencido em 1927, 1932, 1952, 1972, 1978, 1980, 2001
Taça da Liga – 1987, 1993; finalista vencido em 1968, 1969, 1988
Supertaças Inglesa – 1930, 1931, 1933, 1934, 1938, 1948, 1953, 1991, 1998, 1999, 2002, 2003, 2004; finalista vencido em 1935, 1936, 1979, 1989, 1993
Ársene Wenger criador dum estilo único
Em 1996 assinava, como “manager”, pelo Arsenal, um francês alto e magro vindo do Japão, pouco conhecido pelo futebol inglês, mas rapidamente conseguiria o respeito e a confiança dos adeptos dos “Gunners”.
Nasceu na cidade francesa de Estrasburgo, começou a sua carreira de futebol, enquanto jogador, na 3ª divisão francesa no Mulhouse, assinando mais tarde (em 1978), pelo Strasbourg o seu primeiro contrato profissional sendo em 1979 campeão francês, mas jogando apenas 3 jogos essa época. Não seria como jogador que iria se tornar conhecido para o publico europeu.
Em 1981 tirava o “curso de treinadores” em Paris, nesse mesmo ano tornava-se treinador dos juniores do Strasbourg, mas foi pelo Mónaco que ganhou os primeiros títulos enquanto treinador, campeão francês e vencedor da taça em 1988 e 1991, respectivamente.
- O resto já é conhecido - ;)
sábado, outubro 02, 2004
São estas jogadas...
Golos:
Já foi em Agosto (dia 22), o golo de Ibrahimovic, quando ainda estava no Ajax, frente ao NAC. O seu segundo golo, num jogo que ficou 6-2 e na altura ele tinha feito o 5-1 aos 76 minutos. (Ver)
Ibrahimovic não era o único que marcava golos bonitos ao serviço do Ajax, Van Basten também. (Ver)
Este é para os amantes do "CM" (Championship Manager). No outro dia estava a ver a equipa do Rosenborg, "e não é que ele existe!", estou a falar de Daniel Braathen. Parece que também é verdade, ele sabe dar uns "toquezitos" na bola. (Ver)
Resolvi pôr o golo do Figo frente à Inglaterra neste primeiro "post", dedicado as jogadas que nos tornam ainda mais apaixonados por este desporto. Qual é o português que não sabe do golo que eu estou a falar?! (Ver)
Artistas:
(é a parte dedicada para aqueles jogadores que têm a mania que são artistas e de facto são!)
Um "elástico" de Ronaldinho sobre o pobre defesa do Zaragoza, Cuartero (Ver)
Outra jogada de Ronaldinho, agora a tentar livrar-se de 3 defesa do Athletic Bilbao (Ver)
Montagem sobre as “brincadeiras” de Quaresma (Ver)
quarta-feira, setembro 29, 2004
Laranja Mecânica (Futebol Total) e o Mundial de 74
“Se Deus criou o mundo, os holandeses criaram a Holanda”. Um pequeno país de 15 milhões de habitantes, situado entre o norte e sul do continente europeu, viu chegar o futebol nos meados da década de 70 do século XIX, tendo sido fundada a sua federação em 1889. Na opinião de muitos, esta concepção de jogo que tem como pontos fundamentais o colectivismo e a solidariedade só poderia surgir, de forma natural, na Holanda, devido à cultura deste pequeno estado. Um país visionário, responsável por uma das maiores revoluções na abordagem táctica, do mundo do futebol, um exemplo de inteligência em movimento.
A Holanda apurou-se para o Mundial da Alemanha, vencendo o seu grupo na fase de qualificação, derrotando a Noruega (em casa por 9-0 e fora por 2-1) e a Islândia (ambos em casa por 5-0 e 8-1) e empatando com a Bélgica (por 0-0 em ambos os jogos). Esta Laranja Mecânica de Michels tinha como onze base – Jongbloed; Suurbier, Haan, Rijsbergen e Krol; Neeskens, Jansen e Van Hanegen; Rep, Cruyff e Resenbrink – a suas principais estrelas eram o fora-de-série Johan Cruyff (que mais tarde viria a afirmar: “Sempre me perguntei se mudaria o vice campeonato e os elogios que recebemos, pelo titulo em si. Penso nisso e não acredito que o trocasse. Claro que o gostaria de ter ganho, mas tantos anos depois quase se recorda mais a Laranja Mecânica do que a equipa campeã. A partir dessa data passou a falar-se em todo o mundo do futebol holandês”), Neeskens (eterno companheiro de campo de Cruyff, foi sem duvida o melhor jogador da Holanda na final frente à Alemanha), Resenbrink, Krol, Hann e Rep.
Na final, frente à Alemanha Ocidental (RFA), a Holanda já não era a mesma dos jogos anteriores, esta estava mais arrogante e não tinha em conta a forte formação alemã. Na final de Munique iriam encontrar-se duas das maiores personalidade do futebol mundial actual, Johan Cruyff (a sua primeira e ultima final) e Franz Beckenbauer (sua ultima hipótese de ganhar o campeonato do mundo). O jogo praticamente começa com o golo da Holanda, fazendo a bola circular por todos os seus jogadores num total de 17 passes, mostrando toda a cultura do seu futebol, ganha uma grande penalidade após uma falta sofrida por Cruyff, Neeskens executa na perfeição fazendo o seu 5º golo no Mundial e o 1-0. “Fantástico, a Alemanha não tocou na bola e já tinha sofrido um golo!” Irritados por causa disso, também por causa da imprensa alemã que previra a sua derrota, os jogadores alemães tentaram logo reagir, em busca do empate, mas o remate de Breitner passa ao lado. Com Cruyff extremamente bem marcado por Berti Vogts a Holanda não conseguia jogar o seu futebol. O empate acontece, aos 25 minutos, após uma recuperação, na defesa, da bola por de Beckenbauer, este passa Overath, vendo Holzenbein passa-lhe a bola, este com uma jogada individual ganha uma grande penalidade, má decisão do árbitro, que resultaria no golo do empate, feito por Breitner. Jongbloed, guarda-redes holandês e o único, no Mundial, que defendia sem luvas, com uma excelente exibição vai aguentando o empate, até aos 43 minutos quando Muller marca, após passe de Bonhof. Ao intervalo Michels tira o lesionado Rensenbrink, entrado Van der Kerkhof (este marcaria à Alemanha, numa fase final do mundial, mas só seria passados quatro anos). A segunda parte foi pouco mais do que um conjunto de oportunidades falhadas por parte da Holanda. Neeskens multiplicasse nas acções do meio-campo, tentando chegar ao golo e devido a má exibição de Cruyff. O jogo holandês tornou-se cada vez mais individualista, foi “incapaz de seguir a sua crença no Futebol Total, quando mais falta lhe fazia”.
http://fifaworldcup.yahoo.com/02/en/pf/h/pwc/mr/2063.html
(O esquema táctico acima reproduzido ilustra apenas uma referência lembrando um 4-3-3, mas que sempre se diluía ao longo dos jogos. Os números indicativos das camisas correspondem a: 1- Jongbloed; 2- Suurbier, 5- Haan, 3- Rijsbergen, 4- Kroll; 7- Neeskens, 6- Jansen, 8- Van Hanegen; 9- Rep, 10- Cruyff, 11- Resenbrink.)
domingo, setembro 26, 2004
“Dá-me o meio-campo que eu ganho o jogo”
Ora num 4-3-3, ora num 4-4-2, José Mourinho utilizou sempre um meio-campo dinâmico em constantes lutas pela posse de bola e pela obtenção do golo, que contava com jogadores como Costinha (jogando como um trinco puro à frente da defesa, tornando-se a primeira linha de cobertura defensiva), Maniche, Alenitchev, mais tarde Pedro Mendes (batalhadores sem a bola, livres com ela, isto permitiu a criação de muitos espaços no meio-campo para acções ofensivas) e por fim Deco (foi sem duvida o jogador “deambulador”, andado pelos 2 flancos durante maior parte dos jogos, criando jogadas, ganhado faltas, permitindo o controle dos mesmos).
Devido a sua capacidade inovadora, na obtenção da bola e na criação de espaços, sem dúvida(!), será um meio-campo que irá ficar na história do futebol europeu!